

Basicamente, um Blog sobre qualquer coisa que possa me interessar.


“Essa musica diz: Não importa quem você é, não importa pra onde você vai na sua vida, em algum momento você vai precisar de alguém para estar ao seu lado”.
Para quem não entende inglês, essas são as palavras do músico Roger Ridley antes de começar a tocar. Esse vídeo é uma verdadeira obra. Um velho músico de rua com seu velho violão, tocando por moedas em alguma rua da Califórnia. Até aí, nada de incomum. Mas é quando o velho Roger começa a cantar que você entende o significado do vídeo. A humildade do velho cantor de rua contrastada com a sabedoria típica da terceira idade, aliada à voz rouca de cantor negro, completam e ressaltam ainda mais o tema da música: “Em algum momento você vai precisar de alguém para estar ao seu lado”. A mensagem parece realmente chegar às pessoas, que pouco a pouco vão se reunindo para ouvir a música. Essa é a sacada do vídeo. Outros dois cantores de rua se unem ao primeiro, com o detalhe de estarem em Louisiana, outro estado dos EUA. Aos poucos, outros músicos se unem à execução, cada um contribuindo com seu talento, e o que começou como uma canção simples vai crescendo, se tornando mais forte, mais intensa, e a emoção com que cada um canta ou toca seu instrumento confere ainda mais dramaticidade ao vídeo. Holanda, França, Rússia, Brasil, Venezuela, África do Sul, Espanha, Congo. Diferentes etnias, diferentes raças e culturas, em perfeita harmonia, comunicando-se pela música, passando a mesma mensagem, sem nunca terem se encontrado de fato. E a ideia de harmonia e união vai mais além, se você perceber que esse vídeo está sendo visto por milhares de pessoas no mundo todo, que também estão recebendo a mesma mensagem e percebendo o sentimento de esperança crescendo junto com a música, indiretamente se unindo à causa. A música tem esse poder mesmo de tocar a alma das pessoas, e realizar esse vídeo, reunindo músicos de rua de vários países foi a maneira mais bem bolada de transmitir um mensagem de paz, de dizer que na verdade somos iguais, e precisamos um do outro.

A Playing for Change Foundation é um projeto criado por músicos e produtores de cinema, com o objetivo de interligar o mundo através da música. As doações recebidas são destinadas a criação de escolas de música em comunidades carentes do mundo todo. Atualmente está sendo construída uma escola de música em Guguletho na África do Sul, um centro de artes (a Mehlo Arts Center) em Johannesburgo, também na África do sul, e reconstruídos os centros para refugiados Tibetanos em Dharamsala na Índia e em Kathmandu no Nepal. É possível sugerir auxílio à cultura em comunidades carentes de qualquer lugar do mundo, até em seu bairro, basta cadastrar-se no site e entrar em contato com a Fundação.
Hà alguns dias atrás, procurava por reportagens interessantes na internet, algo que valesse a pena mencionar no Blog, quando me deparei com um título no mínimo curioso: "Homem que dança é tudo viado", na PapodeHomem. Buenas, tava na cara que havia encontrado o que queria. Na verdade trata-se de um artigo que contradiz o título, explicando o lado hetero do assunto. Hum, bem curioso mesmo. Comecei a analisar o assunto, buscar informações, e tudo que encontrei confirma a tese: saber dançar é um diferencial para as mulheres. O cara pode nem ser tão atraente, ou tão bom de papo, mas dançar vai chamar a atenção dela(s). Claro, sem exageros né. Rebolar um funk ou mexer o corpo freneticamente vai com certeza chamar a atenção dela, e de todos a sua volta, mas o máximo que vai conseguir é pagar um mico em público e ser taxado de ridículo. Me refiro a conseguir acompanhá-la na pista da balada, conduzi-la numa dança a dois, essas coisas. Como no filme "Perfume de Mulher", na cena em que o Tenente-Coronel Frank Slade, personagem de Al Paccino, dança com a garota no restaurante, ao som do tango "Por Una Cabezza", de Carlos Gardel. Com certeza a melhor cena do filme, e mostra que o cara não precisa ser bonitão ou sarado pra despertar o interesse das mulheres. Na verdade, é um jogo de sedução. Aos olhos de uma mulher, dançar é sexy, sensual, e é o que elas desejam: serem seduzidas, conduzidas, conquistadas. Vi pesquisas afirmando que "olhar um homem dançando mexe com a cabeça das mulheres, faz com que elas imaginem que ele terá a mesma desenvoltura na hora H. Desperta a curiosidade delas. Sendo assim, ao dançar com ele elas experimentarão a "pegada" do cara". Interessante, nunca tinha pensado nesse lado da moeda. Mas isso me fez lembrar de outro filme, ainda na linha do Tango, o "Vem Dançar", com o Antonio Banderas. Nossa, a cena em que ele dança "Asi se Baila el Tango" com aquela loira na escola, putz... juro que quis dançar com ela daquele jeito, he he he... Enfim, existem vários exemplos, John Travolta e Uma Thurman em Pulp Fiction, Richard Gere e Jennifer Lopez em Dança Comigo, e por aí vai. O fato é que o cara que dança leva vantagem.
Consegue se aproximar com mais facilidade da mulher, tem a oportunidade de olhá-la nos olhos. Aprende a ter ritmo, a tocar a mulher com delicadeza, ao mesmo tempo em que a conduz. O cara que dança é esperto, isso sim. Se diverte, muito mais do que o cara que passa a noite escorado na parede com um copo na mão, olhando as mulheres passando de um lado para o outro. É preciso apenas um pouco de coragem, e bom senso. E esquecer o preconceito. No fim, e resultado justificará o desafio.
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